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9 de janeiro de 2012
1 de outubro de 2011
30 de agosto de 2011
Steve Jobs - Discurso Stanford COMPLETO
"Estou honrado em estar com vocês hoje na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na faculdade. Verdade seja dita, hoje é o dia da minha vida que cheguei mais perto de uma formatura de faculdade. Hoje eu quero contar a vocês três histórias da minha vida. É só isso. Não é grande coisa. Só três histórias.
A primeira história é sobre ligar os pontos.
Eu deixei a Reed College depois dos primeiros 6 meses, mas então eu fiquei por lá como visitante por outros 18 meses mais ou menos, antes de eu realmente sair. Então por que eu saí?
Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era jovem, solteira e recém-formada. Decidiu me entregar para adopção. Queria que eu tivesse formação universitária. Ficou arranjado que, ao nascer, eu seria entregue a um advogado e a sua esposa. Mas, no último instante, eles decidiram que queriam uma menina. Então, o casal seguinte da lista de espera recebeu uma ligação no meio da noite: ‘Temos um bebe inesperado, vocês querem ficar com ele?’. Eles disseram: ‘Claro’. Mas minha mãe (adoptiva) nunca havia se formado e meu pai (adoptivo) não havia concluído a escola secundária. Minha mãe biológica se recusou a assinar os papéis de adopção. Só mudou de ideia depois de alguns meses, quando meus pais prometeram que eu teria formação superior.
E 17 anos depois eu fui para faculdade. Mas ingenuamente eu escolhi uma faculdade quase tão cara quanto Stanford, e todas as economias dos meus pais de classe operária estavam sendo gastos na minha educação superior. Depois de seis meses, eu não podia enxergar benefício naquilo. Eu não tinha ideia do que queria fazer com minha vida e nenhuma ideia de como a faculdade poderia me ajudar a descobrir. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais economizaram durante toda a vida. Então eu decidi sair e confiar que tudo ia acabar dando certo. Era bem assustador naquela época, mas olhando para trás, foi uma das melhores decisões que eu já tomei. Assim que eu saí eu pude parar de assistir as aulas obrigatórias que não me interessavam, e comecei a assistir as que pareciam interessantes.
Nem tudo foi tão romântico. Eu não tinha um dormitório, então eu dormia no chão do quarto dos amigos; eu devolvia garrafas de coca-cola aos depósitos por 5 centavos para poder comprar comida; e eu andava as 7 milhas (11,2 km) através da cidade toda noite de domingo para pegar uma boa refeição semanal no templo Hare Krishna. Eu amava aquilo. E muito do que eu encontrei seguindo minha curiosidade e intuição se mostrou de valor incalculável mais tarde. Deixe-me dar um exemplo:
A Reed College naquele tempo oferecia talvez a melhor instrução sobre caligrafia no país. Por todo o campus, cada poster, cada etiqueta em cada gaveta, apresentava uma bela caligrafia manual. Por eu ter saído e não ter que assistir as aulas normais, eu decidi tomar aulas de caligrafia para aprender a fazer aquilo. Eu aprendi sobre caracteres com e sem serifa, sobre a variação do espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna a grande tipografia grande. Era bonita, histórica, artisticamente subtil de uma maneira que a ciência não pode capturar, e eu achei aquilo fascinante.
Nada disso tinha sequer um lampejo de aplicação prática na minha vida. Mas dez anos depois, quando nós estávamos projectando o primeiro computador Macintosh, aquilo tudo voltou. E nós colocamos tudo no Mac. Foi o primeiro computador com uma tipografia bonita. Se eu nunca tivesse entrado naquele simples curso da faculdade, o Mac nunca teria múltiplos tamanhos de letra ou fontes proporcionalmente espaçadas. E como o Windows só copiou o Mac, provavelmente nenhum computador pessoal teria. Se eu nunca tivesse deixado a faculdade, eu nunca teria entrado na aula de caligrafia, e os computadores pessoais poderiam não ter a maravilhosa tipografia que eles têm. Claro que era impossível ligar os pontos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas ficou muito, muito claro olhando para trás dez anos depois.
De novo: você não pode ligar os pontos olhando adiante; você só pode liga-los olhando para trás. Então você tem que confiar que os pontos de algum jeito vão se ligar em seu futuro. Você tem que confiar em alguma coisa – seu intestino, destino, vida, karma, seja o que for. Essa ideia nunca me deixou cair, e fez toda a diferença na minha vida.
Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu fui sortudo – descobri o que eu amava fazer bem cedo. Woz (Steve Wozniak) e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Nós trabalhamos duro, e em 10 anos a Apple cresceu de apenas nós dois numa garagem até uma companhia de 2 biliões de dólares com mais de 4000 empregados. Nós tínhamos acabado de lançar nossa maior criação – o Macintosh – um ano antes, e eu tinha acabado de fazer 30. E então eu fui demitido. Como você pode ser demitido de uma empresa que fundou? Bem, à medida que a Apple crescia, contratei uma pessoa que pensei ser talentosa para administrar a empresa comigo. Mas nossa visão do futuro começou a divergir e tivemos um desentendimento. Quando isso aconteceu, a directoria ficou do lado dessa pessoa. Fiquei arrasado.
Eu realmente não sabia o que fazer por alguns meses. Eu sentia que tinha falhado diante de toda a geração anterior de empreendedores – que eu deixei cair o bastão quando ele estava sendo passado a mim. Encontrei David Packard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter trabalhado tão mal. Eu era um fracasso público, e eu até pensei em fugir do vale. Mas algo começou a surgir lentamente em mim – eu ainda amava o que eu fazia. A série de eventos na Apple não tinha mudado isso nem um pouco. Eu fui rejeitado, mas eu ainda estava apaixonado. Então eu decidi recomeçar.
Eu não via isso na hora, mas o fato é que ser demitido da Apple foi a melhor coisa que jamais poderia ter me acontecido. O peso de ser bem sucedido foi trocado pela leveza de ser um iniciante de novo, sem ter certeza de quase nada. Isso me libertou para entrar num dos períodos mais criativos da minha vida.
Nos cinco anos seguintes, eu comecei uma empresa chamada NeXT, outra empresa chamada Pixar, e me apaixonei por uma magnífica mulher que se tornaria minha esposa. A Pixar criou o primeiro filme de animação por computador, Toy Story, e hoje é o mais bem sucedido estúdio de animação do mundo. Numa memorável sequência de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu retornei à Apple, e a tecnologia que nós desenvolvemos na NeXT está no coração da actual ressurreição da Apple. E Laurence e eu temos uma maravilhosa família juntos.
Tenho toda a certeza de que nada disso teria acontecido se eu não fosse demitido da Apple. Foi um remédio de gosto amargo, mas acho que o paciente precisava dele. Às vezes a vida te bate na cabeça com um tijolo. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me manteve em acção foi o fato de que eu amava o que fazia. Você tem que achar o que você ama, sua paixão. E isso é tão verdadeiro para o seu trabalho quanto é para seu companheiro. Seu trabalho vai ocupar uma grande parte da sua vida, e o único jeito de ficar verdadeiramente satisfeito é fazer o que você acredita que é um belo trabalho. E o único jeito de fazer um belo trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não achou, continue procurando. Não fique sentado. De todo o coração, você vai saber quando encontrar. E, como qualquer grande relacionamento, só melhora mais e mais conforme os anos vão passando. Então continue procurando até achar. Não fique sentado.
Minha terceira história é sobre a morte.
Quando eu tinha 17 anos, eu li uma citação mais ou menos assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, algum dia provavelmente você vai acertar”. Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu tenho olhado no espelho cada manhã e perguntado a mim mesmo: “Se hoje fosse o último dia da minha vida, eu ia querer fazer o que eu vou fazer hoje?” E sempre que a resposta foi “Não” por vários dias seguidos, eu soube que eu tinha que mudar alguma coisa.
Lembrar que eu logo vou estar morto é a ferramenta mais importante que eu já encontrei pra me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Porque quase tudo – toda a expectativa exterior, todo o orgulho, todo o medo de dificuldades ou falhas – estas coisas simplesmente somem em face da morte, deixando apenas o que é realmente importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de achar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Mais ou menos há um ano eu recebi um diagnóstico de câncer. Eu fiz um exame às 7:30 da manhã, e ele mostrou claramente um tumor no meu pâncreas. E eu nem sabia o que era um pâncreas! Os médicos me disseram que era quase com certeza um tipo incurável de câncer, e que eu não devia esperar viver mais do que de três a seis meses. Meu médico me aconselhou a ir para casa e botar meus negócios em ordem, o que no idioma dos médicos significa: prepare-se para morrer. Significa tentar dizer aos seus filhos tudo o que você pensou que teria os próximos 10 anos para lhes dizer, em apenas uns poucos meses. Significa ter certeza que tudo está no lugar para que seja tão fácil quanto possível para sua família. Significa dizer adeus.
Eu fiquei com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, naquela noite eu tive uma biopsia, em que eles enfiaram um endoscópio na minha garganta, através do meu estômago e dentro dos meus intestinos, colocaram uma agulha no meu pâncreas e pegaram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha esposa, que estava lá, me disse que quando eles viram as células no microscópio os médicos começaram a chorar porque descobriram que era uma forma muito rara de câncer pancreático que é curável através de cirurgia. Eu passei pela cirurgia e hoje eu estou bem.
Isto foi o mais perto que eu cheguei de encarar a morte, e eu espero que seja o mais perto que eu chegue por algumas décadas mais. Tendo sobrevivido, hoje eu posso dizer isto a vocês com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito útil mas puramente intelectual:
Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem ir para o Céu não querem morrer para chegar lá. E mesmo assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca escapou dela. E é como deve ser, porque a Morte é muito provavelmente a melhor invenção da Vida. É o agente de mudança da Vida. Ela tira o velho do caminho para dar espaço pro novo. Por enquanto o novo são vocês, mas algum dia não muito distante, vocês gradualmente vão se tornar os velhos e sair do caminho. Me desculpe por ser tão dramático, mas essa é a verdade.
Seu tempo é limitado, então não o perca vivendo a vida de outra pessoa. Não caia na armadilha do dogma – que é viver com os resultados do pensamento de outra pessoa. Não deixe o ruído da opinião alheia sufocar sua voz interior. E mais importante, tenha coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário.
Quando eu era jovem, havia uma publicação maravilhosa chamada “The Whole Earth Catalog” (O Catálogo de Toda a Terra), uma das bíblias da minha geração. Tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e polaróides. Era tipo um Google em formato brochura, mas 35 anos antes do Google. Era idealista e trazia uma abundância de recursos elegantes e ideias brilhantes.
Stewart e sua equipe publicaram várias edições do “The Whole Earth Catalog”, e então quando seu papel estava cumprido, eles publicaram uma edição final. Estávamos em meados dos anos 70, e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa, havia a fotografia de uma estradinha de terra ao amanhecer, do tipo em que você poderia ficar pegando carona se você for aventureiro. Em baixo, lia-se: “Stay hungry; stay foolish” (Mantenha-se ávido; mas não se leve tão a sério). Era a mensagem de despedida deles. E tenho sempre desejado isso para mim. E agora, eu desejo isto a vocês.
Stay Hungry. Stay Foolish.
Muito obrigado a todos vocês."
9 de julho de 2011
FIlhos são como navios
Ao olharmos um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora.
Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, ao destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.
Dependendo do que a força da natureza lhes reserva, poderá ter que desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.
Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas. E haverá muita gente no porto, feliz à sua espera.
Assim são os FILHOS.
Estes têm nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.
Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir junto aos seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr seus próprios riscos e viver suas próprias aventuras.
Certo que levarão consigo os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola, mas a principal provisão, além das materiais, estará no interior de cada um: A CAPACIDADE DE SER FELIZ.
Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada, transmitida a alguém.
O lugar mais seguro que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali.
Os pais também pensam que sejam o porto seguro dos filhos, mas não podem se esquecer do dever de prepara-los para navegar mar a dentro e encontrar o seu próprio lugar, onde se sintam seguros, certos de que deverão ser, em outro tempo, este porto para outros seres.
Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que na bagagem devem levar VALORES herdados como: HUMILDADE, HUMANIDADE,HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO E GENEROSIDADE.
Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.
A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL A BUSCAR E TER A CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.
Os pais não devem seguir os passos dos filhos e nem devem estes descansar no que os pais conquistaram.
Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto, e, como os navios, partirem para as próprias conquistas e aventuras. Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que: “QUEM AMA EDUCA”.
“COMO É DIFÍCIL SOLTAR AS AMARRAS”
Içami Tiba
Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, ao destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.
Dependendo do que a força da natureza lhes reserva, poderá ter que desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.
Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas. E haverá muita gente no porto, feliz à sua espera.
Assim são os FILHOS.
Estes têm nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.
Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir junto aos seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr seus próprios riscos e viver suas próprias aventuras.
Certo que levarão consigo os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola, mas a principal provisão, além das materiais, estará no interior de cada um: A CAPACIDADE DE SER FELIZ.
Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada, transmitida a alguém.
O lugar mais seguro que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali.
Os pais também pensam que sejam o porto seguro dos filhos, mas não podem se esquecer do dever de prepara-los para navegar mar a dentro e encontrar o seu próprio lugar, onde se sintam seguros, certos de que deverão ser, em outro tempo, este porto para outros seres.
Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que na bagagem devem levar VALORES herdados como: HUMILDADE, HUMANIDADE,HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO E GENEROSIDADE.
Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.
A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL A BUSCAR E TER A CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.
Os pais não devem seguir os passos dos filhos e nem devem estes descansar no que os pais conquistaram.
Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto, e, como os navios, partirem para as próprias conquistas e aventuras. Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que: “QUEM AMA EDUCA”.
“COMO É DIFÍCIL SOLTAR AS AMARRAS”
Içami Tiba
8 de julho de 2011
Filhos são do mundo
Devemos criar os filhos para o mundo. Torná-los autónomos, libertos, até de nossas ordens. A partir de certa idade, só valem conselhos. Especialistas ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebé que um dia levamos na barriga. E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso. O que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.

Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo correctamente e do medo de perder algo tão amado.
Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo! Então, de quem são nossos filhos? Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são deles próprios, donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente.
E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice? Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são do mundo!
Volto para casa ao fim do plantão, início de férias, mais tempo para os filhos, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo! Mas é. Eles são do mundo. O problema é que meu coração já é deles. Santo anjo do Senhor…
É a mais concreta realidade. Só resta a nós, mães e pais, rezar e aproveitar todos os momentos possíveis ao lado das nossas ‘crias’, que mesmo sendo ‘emprestadas’ são a maior parte de nós!!!
“A vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver ”
Palavras de uma jornalista depois do acidente em Angra dos Reis Link 1, Link 2 e Link 3

Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo correctamente e do medo de perder algo tão amado.
Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo! Então, de quem são nossos filhos? Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são deles próprios, donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente.
E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice? Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são do mundo!
Volto para casa ao fim do plantão, início de férias, mais tempo para os filhos, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo! Mas é. Eles são do mundo. O problema é que meu coração já é deles. Santo anjo do Senhor…
É a mais concreta realidade. Só resta a nós, mães e pais, rezar e aproveitar todos os momentos possíveis ao lado das nossas ‘crias’, que mesmo sendo ‘emprestadas’ são a maior parte de nós!!!
“A vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver ”
Palavras de uma jornalista depois do acidente em Angra dos Reis Link 1, Link 2 e Link 3
7 de julho de 2011
Seus filhos não são seus filhos
"Seus filhos não são seus filhos. São os filhos e filhas da Vida desejando a si mesma. Eles vêm através de vocês mas não de vocês. E embora estejam com vocês, não lhes pertencem. Vocês podem lhes dar amor, mas não seus pensamentos, Pois eles têm seus próprios pensamentos. Vocês podem abrigar seus corpos mas não suas almas, Pois suas almas vivem na casa do amanhã, que vocês não podem visitar, nem mesmo em seus sonhos. Vocês podem lutar para ser como eles, mas não procurem torná-los iguais a vocês. Pois a vida não volta para trás, nem espera pelo passado"
Gibran Khalil Gibran “O Profeta”
Gibran Khalil Gibran “O Profeta”
1 de julho de 2011
Liberdade???
Todo o gesto, por ti praticado, se mal direccionado, tende a roubar a liberdade e a espontaneidade, dos que te rodeiam.
Por mais razões que tentem encontrar, para te ilibar, estas mostram-se infrutíferas e, o teu gesto, recai sobre os demais.
O único caminho, que te liberta, é o afastamento, de tal pessoa, que joga com o tua personalidade, e, faz de ti, um jogo em suas mãos.
Por mais razões que tentem encontrar, para te ilibar, estas mostram-se infrutíferas e, o teu gesto, recai sobre os demais.
O único caminho, que te liberta, é o afastamento, de tal pessoa, que joga com o tua personalidade, e, faz de ti, um jogo em suas mãos.
Eis que assim é necessária a ponderação, saber dizer «não», quando o tido amigo, perdeu toda noção do ridículo.
É importante não esquecer, que...
A minha liberdade termina, onde começa a liberdade do outro!
Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos. William Shakespeare
9 de junho de 2011
2 de junho de 2011
Netos desequilibram convivência de pais e avós
A convivência entre as avós e seus netos não poderia ser melhor, entretanto, entre as avós e os pais nem sempre é das mais simples e pacífica. As avós sem dúvida são as melhores e mais confiáveis ajudantes. Eles buscam na escola, levam à natação, ajudam no banho e também liberam o que muitas vezes os pais não deixam.
De acordo com o pediatra Fabio Ancona Lopez, as avós acham que, se deu certo da forma como fizeram com os filhos, não há por que mudar. Mas a medicina evoluiu muito. Ele afirma que muitas avós insistem em dar chás e papinhas para bebezinhos, quando a recomendação, hoje, é o aleitamento materno exclusivo até os seis meses.
Avós também estão presas à ideia de que “mais gordinho é mais fortinho”, explica o médico. E como as crianças passam mais tempo na casa da avó, comem guloseimas, podem assistir TV comendo no sofá, tendem a ter um ganho de peso maior, afirma.
Como na casa dos pais há outra lei, como, por exemplo, não comer chocolate entre as refeições, existe vários motivos para discussões entre pais e avós. E o velho ditado prevalece: quem educa é pai e mãe, as avós não têm essa função.
Os psicólogos afirmam que é preciso ficar claro que quem manda são os pais. E para evitar os conflitos ensinam: se a criança pede algo às avós, esses devem dizer que vão consultar os pais dela antes de responder a sua vontade. E os pais antes de arrumar uma briga por uma bobagem, devem levar em consideração a dedicação das avós.
A convivência entre avó e neto beneficia os dois lados. Os pais pela segurança e as avós pela oportunidade de se sentirem úteis e renovadas em poder cuidar das crianças. Portanto, o ganho afetivo é maior que qualquer mau hábito que a criança possa adquirir.
Do lado dos netos, os ganhos vão além dos mimos. A criança percebe o processo de envelhecimento, aumenta seu respeito pelos idosos e tem uma noção mais completa de família, dizem os educadores.
1 de junho de 2011
Conselhos de Avô
Larga a sopa, João,
Não comas mais,
Não dês ouvidos às mentiras
Dos teus pais!
Larga a sopa, João,
Sou eu que digo
Larga a sopa que o espinafre é meu amigo.
Larga a sopa, João,
Tu pensa bem nas emoções dos vegetais.
Larga a sopa, João, eu sei que gostas
Mas come antes um peixinho e umas lagostas.
Larga a sopa malandro, estas a abusar,
Se a tua avó te vê vai ter de te ralhar.
Larga a sopa, João, não comas tanto,
Ao menos faz-me esse favor enquanto eu canto
Larga a sopa, meu amor, vai p'ro o jardim,
Brincar na relva antes que a relva chegue ao fim
Quando voltares, vais ver, salvei a sopa de cozer,
Mas dou-te meia saladinha, não te quero ver sofrer
Vais crescer,
E é sopa que vais querer a toda a hora.
É uma vida a triturar, vê lá, não queiras começar já já.
Vais crescer,
E é sopa que vais querer a toda a hora.
É uma vida a triturar, vê lá, não queiras começar já já.
Larga-me isso por agora!
Conselhos de Avô - B Fachada
Ode à Criança
Robert Musil, in 'O Homem sem Qualidades'
27 de maio de 2011
Quando a pressão é demais
Há pais assim, para quem não chega ser bom, é preciso ser o melhor, para quem o segundo lugar é apenas chegar depois do primeiro. Ou, simplesmente, para quem é muito difícil fazer um elogio, não vá o filho pensar ter já alcançado o suficiente. A pressão familiar tem muitas formas e nem todas são evidentes. "Há pequenos comentários, que ditos de forma persistente e, sobretudo, quando estão em causa miúdos com o ego mais frágil, são formas terríveis de pressionar... sejam eles sobre a escola ou sobre a maneira de vestir", revela Marta Gautier, psicóloga clínica especializada em competências parentais. O que não deixa margem para dúvidas são os efeitos dessa pressão, não raras vezes a principal origem de stresse e ansiedade juvenis.
Estranha forma de amar
Os pais querem o melhor para os filhos e a preocupação com o seu futuro justifica quase tudo. Dizem que é preciso torná-los fortes, para lutar, preparados para resistir e dar-lhes um curso superior, para triunfarem na vida. Hoje já adulto e ele próprio com filhos pequenos, Miguel vê na atitude do pai em relação ao seu desempenho desportivo também um sinal dos tempos: "Para uma determinada geração os rapazes tinham de ser educados como futuros chefes de família e, para se fazerem 'homens', havia que os endurecer. A pressão foi sempre menor em relação à minha irmã, por exemplo."
Atualmente, "numa sociedade que valoriza o desenvolvimento educacional e profissional em detrimento do desenvolvimento emocional", conforme considera a psicóloga Maria João Santos, "quase tudo passou a estar focado na escola". "Têm boas notas? Então está tudo bem, pensam os progenitores, esquecendo todas as outras dimensões daquela criança." Não que a autora do livro "Os Pais Têm Sempre Razão" defenda a existência de uma fórmula certa para educar. Nesta tarefa de criar um filho, regras absolutas não há, garante, e recomendável mesmo "é que cada família encontre o seu modelo, adequando-o à criança que tem em casa e precisa conhecer".
Ao contrário da teoria, na prática não é fácil distinguir entre um pai preocupado e responsável e um pai demasiado exigente. Nem todos têm a frontalidade de Amy Chua, a chinesa residente nos EUA que recentemente fez arrepiar muitos pedagogos e encarregados de educação quando decidiu revelar, em livro ("Battle Hymn of the Tiger Mom"), a forma como educara as duas filhas, seguindo o modelo tradicional do seu país. Professora de Direito na Universidade de Yale, Amy (considerada pela "Time" uma das 100 personalidades mais influentes de 2011) confessou que chegou a rejeitar um cartão de aniversário feito pela filha de sete anos, argumentando que merecia melhor. Com pulso firme e disciplina sem contemplações, assim cresceram as irmãs, habituadas a ter de apresentar notas excelentes e a serem obrigadas a tocar piano e violino sem pausas sequer para comer ou ir à casa de banho, sem ordem nunca para poderem dormir em casa de amigos ou receberem colegas para brincar. É preciso dizer que Sophia, a filha mais velha desta autêntica "mãe tigre", como Amy Chua ficou conhecida, chegou recentemente à mais prestigiada das Universidades, Harvard, mas cada um julgará por si.
A João Silvestre este modelo oriental parece "claramente exagerado", embora reconheça na disciplina uma das suas principais filosofias educativas. Pai de dois rapazes - com 11 e 14 anos - admite que é exigente. "Acho que devo sê-lo. Se me trazem um 'Satisfaz Bem', se calhar fico mais preocupado em perceber porque não tiveram uma nota ainda melhor. O importante é chamar-lhes a atenção para o que podem melhorar". Como muitos outros pais e mães em relação ao seus filhos, João sente ter "a obrigação de não os enganar". "Todos vemos que hoje nem para quem é bom há lugar... Eu não lhes digo que têm de ser os melhores, mas o meu papel é zelar para que estejam pelo menos nesse grupo se querem ter mais hipóteses de escolha e maior chance de serem bem sucedidos."
Fernando Glória, professor de educação musical desde 1991, habituou-se a reconhecer em alguns encarregados de educação outra dificuldade - a de aceitarem as limitações dos filhos. Embora ao longo dos anos reconheça ter de lidar mais frequentemente com as consequências da desresponsabilização dos pais e sinta a cada vez maior ausência de regras nos miúdos - "muitos ouvem a palavra 'não' pela primeira vez quando chegam à escola" -, identifica facilmente os casos dos alunos pressionados em casa. "Têm um comportamento mais instável e na hora de receberem as avaliações dos testes ficam muito nervosos", partilha o professor. "As notas causam-lhes muita ansiedade. Têm medo da reação dos pais", que, por sua vez, muitas vezes não resistem a ir à escola questionar por que razão os filhos não tiveram melhores notas ou só conseguiram percentagens mais baixas que alguns colegas. "Não digo que seja a maioria dos casos", remata Fernando Glória, "mas acontece, e é pena que eles se preocupem mais com as avaliações do que com o processo de aprendizagem".
Meninos modelo
Para a psicóloga Marta Gautier, "é comum os pais terem dificuldade em aceitar que os filhos não são perfeitos". No fundo, as crianças são o retorno de que se socorrem para "acreditar que estão a fazer tudo bem". A especialista, que escreveu o livro "Não há famílias perfeitas", vai mais longe: "Neste relação de espelho que acaba por ser esta dos pais com os filhos, é como se o pai ou a mãe resolvessem problemas seus, da sua infância, através deles. 'Se fores perfeito ou melhor que eu, colmatas certas dificuldades minhas e eu já não preciso olhar para dentro de mim. Tu curas-me'. Pode não haver esta consciência, mas isto acontece."
É pelo facto de "verem os filhos como prolongamento de si próprios e não como seres individuais", como diz também Marta Gautier, que projetam neles as suas próprias ambições. Outro palco onde o excesso de expectativas sobre os miúdos se manifesta é no mundo desportivo. Muitos pais querem campeões com o seu apelido e sonham com medalhas ou botas de ouro que façam subir as bandeiras na proporção do seu orgulho. Centrados nos resultados, quase se esquecem de valorizar o desporto pelas vantagens da sua prática.
Rui Gomes, investigador do Instituto de Psicologia da Universidade do Minho e autor de alguns trabalhos no âmbito da relação entre pais e filhos no desporto, reconhece que "a pressão parental e o receio por parte dos atletas acerca das avaliações negativas, tanto de pais como treinadores" pode acabar por conduzir ao abandono da prática desportiva. "À medida que o investimento familiar aumenta", escreveu num dos seus trabalhos o professor universitário, "o jovem sente-se mais saturado e esgotado e vê-se 'prisioneiro' no papel de atleta", até, eventualmente, acabar por desistir.
É uma relação de forças que começa ainda antes. Ao tentar perceber como os pais e os jovens percecionam o seu papel nesta engrenagem, Rui Gomes concluiu que é comum os filhos fazerem desporto, não tanto por vontade própria, mas por pressão dos pais, que os estimulam por ser saudável, necessário, etc. A questão centra-se depois na forma como a coisa passa a ser vivida. É a maneira como os pais reagem à prestação desportiva dos filhos que condiciona o seu impacto neles, diz o docente, e por sua vez "essa reação varia em virtude da visibilidade social da própria modalidade", sendo certo que pais "demasiado focados nos resultados geram um impacto negativo muito maior".
Paulo Bona nunca refletiu cientificamente sobre o assunto, mas sabe-o bem, por experiência própria. Depois de aos 7 anos o filho ter sido selecionado para jogar no Benfica e de aí continuar até hoje, já com 13, Paulo habituou-se aos "excessos" de muitos pais e aos seus comportamentos pouco didáticos. "Em 80 por cento dos casos são uma influência muito negativa", desabafa. "Estão lá sempre caídos, dizem mal de um e de outro, até dos próprios filhos, prometem-lhes prendas se jogarem em certos torneios... Muitos desses pais nem se falam."
Não é esta a sua atitude, garante. O Duarte gostou sempre de futebol e, com a naturalidade com que o levou ao Benfica quando lhe chamaram a atenção para as qualidades do rebento, Paulo espera encarar a sua saída do clube se assim tiver de ser. Além de mais, Duarte é aluno de quadro de honra, disciplinado por natureza, reconhece o pai, e um jovem consciente de que "se o futebol não der, não é o fim do mundo". "Seja como for", acrescenta, "o Cristiano Ronaldo e o Ricardo Quaresma não tiveram propriamente os pais à volta deles nos treinos para se fazerem os jogadores que se fizeram. Quem sou eu para exigir resultados ao meu filho?"
Não é um universo fácil de desmontar, adianta Rui Gomes, até pela "dificuldade de os pais olharem para o seu comportamento como estando a exercer pressão ou a prejudicar os filhos". Nem é linear que os miúdos interpretem certas manifestações como tal, diz o professor universitário, embora recorde casos bem sintomáticos de pressão parental: "Recordo o caso de uma atleta que, já desmotivada em relação à modalidade e com vontade de abandonar, me dizia que não podia desistir porque era a sua vida desportiva que unia a família e, sem isso, os pais divorciar-se-iam. Outro exemplo aconteceu-me ao ver certo jogo, onde um miúdo com 12 ou 13 anos esteve extraordinário à baliza. Durante a partida reparei num indivíduo que se manteve muito irritado. Chamava nomes ao árbitro e ralhava a torto e a direito. Percebi no final que era o pai do tal rapaz. Achei incrível como é que aquele homem conseguiu olhar para o jogo assim, sem ter ficado contente pelo filho e sem se ter divertido, simplesmente."
Além dos país, existem muitos avós que desejam o melhor para os seus netos. Estão cheios de boas intenções insistindo em passar por cima das das vontades dos próprios filhos.
Em vez de visitarem os netos ou até pedirem para estar com eles. Insistem em retirar os netos dos seus lares para te-los em suas casas seguindo a sua única vontade e esquecendo outras vontades, nomeadamente as dos próprios netos.
Exercem uma pressão elevada nos filhos e nos netos esquecendo-se que nunca chegam a saber qual o verdadeiro estado das pessoas e principalmente das crianças.
Será que se estão a esquecer que "...há miúdos que não aguentam"?
1 de maio de 2011
30 de abril de 2011
Quinze euros à hora!
Um homem chegou a casa tarde, vindo do trabalho, cansado e irritado, e encontrou o seu filho de 5 anos esperando por ele na porta de casa.
Pai, posso fazer-lhe uma pergunta?
O que é? Respondeu o homem.
Pai, quanto é que você ganha por hora?
Isso não é da tua conta. Porque é que estás perguntando uma coisa dessas? Respondeu o Pai em tom agressivo.
Eu só quero saber. Por favor, diga-me quanto é que o pai ganha numa hora?
"Se queres saber, eu ganho 15,00 € por hora."
Ah..." o menino respondeu, com a sua cabeça para baixo.
Pai, pode-me emprestar 7,50 €?
O pai ficou furioso, "Essa é a única razão pela qual me perguntaste isso? Pensas que é assim que podes conseguir algum dinheiro para comprar um brinquedo ou alguma outra coisa? Vai para o teu quarto e deita-te. Pensa sobre o quanto estás sendo egoísta. Eu não trabalho duramente todos os dias para tais infantilidades.
O menino foi calado para o seu quarto e fechou a porta.
O Pai sentou-se e começou a ficar ainda mais nervoso sobre as questões do filho. Como ele ousa fazer tais perguntas só para conseguir algum dinheiro?
Após cerca de uma hora, o homem tinha-se acalmado e começou a pensar:
Talvez houvesse algo que o filho realmente precisava comprar com esses 7,50 € e ele realmente não pedia dinheiro com muita frequência. O homem foi para a porta do quarto do filho e abriu a porta.
Estás a dormir, meu filho, perguntou.
Não pai, estou acordado, respondeu o filho.
Eu estive a pensar, talvez eu tenha sido muito duro contigo à pouco, afirmou o Pai. "Tive um longo dia e acabei descarregando sobre ti. Aqui estão os 7,50 € que me pediste. "
O menino levantou-se sorrindo. "Oh, pai obrigado, gritou. Então, procurando por baixo do seu travesseiro, rebuscou alguns trocados amassados.
O Pai viu que o menino já tinha algum dinheiro, e começou a enfurecer-se novamente.
O menino lentamente contou o seu dinheiro, e em seguida olhou para o pai.
Por é que queres mais dinheiro se já tinhas algum? Gritou o pai.
Porque eu ainda não tinha o suficiente, mas agora já tenho, respondeu o menino.
" Pai, eu agora tenho 15,00 €. Posso comprar uma hora do teu tempo? Por favor, chega mais cedo amanhã a casa. Eu gostaria de jantar contigo."
O pai ficou destroçado. Colocou os seus braços em torno do filho, e pediu-lhe desculpa.
É apenas uma pequena lembrança a todos vocês que trabalham arduamente na vida. Não devemos deixar escorregar através dos nossos dedos o tempo sem ter passado algum desse tempo com aqueles que realmente são importantes para nós, os que estão perto do nosso coração. Não te esqueças de compartilhar esses 15,00 € do valor do teu tempo, com alguém que gostas/amas.
Se morrermos amanhã, a empresa para a qual estamos trabalhando, poderá facilmente substituir-nos em uma questão de horas. Mas a família e amigos que deixamos para trás irão sentir essa perda para o resto de suas vidas...
Se tiveres tempo, partilha
Pai, posso fazer-lhe uma pergunta?
O que é? Respondeu o homem.
Pai, quanto é que você ganha por hora?
Isso não é da tua conta. Porque é que estás perguntando uma coisa dessas? Respondeu o Pai em tom agressivo.
Eu só quero saber. Por favor, diga-me quanto é que o pai ganha numa hora?
"Se queres saber, eu ganho 15,00 € por hora."
Ah..." o menino respondeu, com a sua cabeça para baixo.
Pai, pode-me emprestar 7,50 €?
O pai ficou furioso, "Essa é a única razão pela qual me perguntaste isso? Pensas que é assim que podes conseguir algum dinheiro para comprar um brinquedo ou alguma outra coisa? Vai para o teu quarto e deita-te. Pensa sobre o quanto estás sendo egoísta. Eu não trabalho duramente todos os dias para tais infantilidades.
O menino foi calado para o seu quarto e fechou a porta.
O Pai sentou-se e começou a ficar ainda mais nervoso sobre as questões do filho. Como ele ousa fazer tais perguntas só para conseguir algum dinheiro?
Após cerca de uma hora, o homem tinha-se acalmado e começou a pensar:
Talvez houvesse algo que o filho realmente precisava comprar com esses 7,50 € e ele realmente não pedia dinheiro com muita frequência. O homem foi para a porta do quarto do filho e abriu a porta.
Estás a dormir, meu filho, perguntou.
Não pai, estou acordado, respondeu o filho.
Eu estive a pensar, talvez eu tenha sido muito duro contigo à pouco, afirmou o Pai. "Tive um longo dia e acabei descarregando sobre ti. Aqui estão os 7,50 € que me pediste. "
O menino levantou-se sorrindo. "Oh, pai obrigado, gritou. Então, procurando por baixo do seu travesseiro, rebuscou alguns trocados amassados.
O Pai viu que o menino já tinha algum dinheiro, e começou a enfurecer-se novamente.
O menino lentamente contou o seu dinheiro, e em seguida olhou para o pai.
Por é que queres mais dinheiro se já tinhas algum? Gritou o pai.
Porque eu ainda não tinha o suficiente, mas agora já tenho, respondeu o menino.
" Pai, eu agora tenho 15,00 €. Posso comprar uma hora do teu tempo? Por favor, chega mais cedo amanhã a casa. Eu gostaria de jantar contigo."
O pai ficou destroçado. Colocou os seus braços em torno do filho, e pediu-lhe desculpa.
É apenas uma pequena lembrança a todos vocês que trabalham arduamente na vida. Não devemos deixar escorregar através dos nossos dedos o tempo sem ter passado algum desse tempo com aqueles que realmente são importantes para nós, os que estão perto do nosso coração. Não te esqueças de compartilhar esses 15,00 € do valor do teu tempo, com alguém que gostas/amas.
Se tiveres tempo, partilha
Por: Ana Correia
1 de março de 2011
Ninguém Se Conhece a Si Mesmo
Luigi Pirandello, in "Um, Ninguém e Cem Mil" @fonte
Os pais têm sempre RAZÃO
Maria João Santos, psicóloga educacional, recebe todos os dias no seu consultório pais à procura de respostas às suas dúvidas diárias em relação à educação dos filhos. A grande questão é comum a todos eles: estaremos a ser bons pais?
A autora não tem dúvidas: sim, estão. Deixemos de lado as inseguranças, as pressões sociais e vivamos a nossa relação com os filhos de forma positiva e segura. Todos os pais têm uma enorme capacidade para assegurar aos seus filhos um percurso pessoal, relacional e escolar de sucesso. Ou não fossem eles o principal e mais privilegiado elemento de ligação afectiva, a referência mais importante na vida das crianças.
Neste livro, com exemplos para reflectirmos, esta psicóloga garante-nos que o bom desenvolvimento da criança assenta numa relação estreita de afectos entre os pais e os seus filhos, e deixa-nos alguns conselhos práticos para pormos em acção no nosso dia-a-dia:
- Construam uma comunicação positiva com os vossos filhos.
- Tentem perceber o que está por detrás de comportamentos como birras ou sentimentos de tristeza.
- Tenham disponibilidade para estar com os vossos filhos.
- Não tenham medo de impor limites e utilizar a palavra «não» e de construir o vosso próprio modelo educativo.
26 de fevereiro de 2011
Prova de coragem
É muito bom lutar para chegar aos objectivos. Melhor ainda é quando alguém salta da bancada e te apoia no teu caminho.
18 de fevereiro de 2011
O Melhor Anúncio
O exemplo é a escola da humanidade e só nela os homens poderão aprender.
Autor: Burke, Edmund
Não pensem que as crianças passam imunes a estes factos pois elas percebem melhor que todos os adultos. => Bebés revelaram-se capazes de distinguir amigos de inimigos
É caso para perguntar: - De que valem as palavras e até os brinquedos quando na verdade o que elas mais vêem são as atitudes? => A ATITUDE É TUDO!!!
É triste a falta de humildade nas pessoas.
É lamentável as pessoas recorrerem de forma constante à mentira.
Tenho pena que na cabeça de muitas crianças passe a ideia: "Os Adultos são muito complicados."
É reconfortante ver que as crianças gostam de nós. Não pelos brinquedos, mas sim pela forma de brincar. Não por sermos demasiado permissivos, mas sim por sermos justos. Não por sermos superiores, mas sim por respeitar os outros.
19 de janeiro de 2011
14 de janeiro de 2011
O que temos na morte e não temos na vida
O dia do cortejo fúnebre é sem duvida a melhor desculpa para reunir a família, os amigos e os inimigos, os conhecidos e até alguns desconhecidos. Tudo chora, todos acompanham e muitos apoiam. Apoiam??? - Apoiar um defunto??? Muitas destas pessoas em vida nunca o apoiaram e agora chegam-se à frente para o apoiar??? Acreditem que agora também não o apoiam.
Quem agora apoia o defunto é um conjunto de tábuas de madeira.
Tábuas cortadas à medida.
Tábuas revestidas com verniz.
Tábuas revestidas com folhos brancos de forma a proporcionar algum conforto.
Tábuas que amparam um corpo e que não o deixam tombar.
Tábuas com um papel muito superior na altura da morte do que muitas pessoas tiveram na vida e que mesmo assim não abdicaram de estar presentes.
Quem agora apoia o defunto é um conjunto de tábuas de madeira.
Tábuas cortadas à medida.
Tábuas revestidas com verniz.
Tábuas revestidas com folhos brancos de forma a proporcionar algum conforto.
Tábuas que amparam um corpo e que não o deixam tombar.
Tábuas com um papel muito superior na altura da morte do que muitas pessoas tiveram na vida e que mesmo assim não abdicaram de estar presentes.
Nestas alturas ninguém aponta defeitos. Só se ouvem qualidades.
Durante este curto espaço de tempo é relembrada uma vida cheia de sucessos e de qualidades descritas por cada um e completando-se numa história de uma vida.
Muitos levam flores. Arranjos de flores, coroas de flores, flores em numero muito superior a que o defunto recebeu em toda a sua vida e com que significado? Significado de alegrar o momento? Alegrar aquele dia? Porque não dividiram essas flores, pelos dias de vida daquele que agora nada vê?
Está na altura de perceber que não é preciso chegar ao fim da vida para ter todo um conforto que falta nesta curta vida.
É altura de nos concentrarmos no dia-a-dia.
É hora de ter um simples gesto que proporcione algum conforto.
É altura de deixar de ser egoísta e de ser sínico.
É altura de aproveitar os minutos da nossa vida com quem mais gostamos e simplesmente abdicar de tudo o que nos faz mal.
É altura de adoptar um papel semelhante ao que mais tarde uma tábua irá ter.
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