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6 de maio de 2009

Impele a Tua Própria Canoa


Impele A Tua Própria Canoa - Escutistas

Não deixes cair teus olhos,
Não te deixes enganar,
Olha de frente os escolhos,
Olha podes encalhar.

É urgente estar atento,
Ver para onde corre a maré,
Ver de onde sopra o vento,
Não vás, tu perder o pé.

B.P. é quem te diz, oh oh,
Impele a tua própria canoa.
Se queres mesmo ser feliz,
Não te deixes ir à toa,
Impele a tua própria canoa,
Impele a tua própria canoa.

A vida não é um deserto
Não queiras ficar no cais
Lenço rubro é rumo certo
Decide tu aonde vais
Não queiras ficar no cais.

B.P. é quem te diz, oh oh,
Impele a tua própria canoa.
Se queres mesmo ser feliz,
Não te deixes ir à toa,
Impele a tua própria canoa,
Impele a tua própria canoa.

13 de dezembro de 2008

Maças e Ideias

"Se tu tens uma maçã e eu outra e trocarmos essas maçãs, então eu e tu teremos apenas uma maçã. Mas se eu tenho uma ideia e tu outra, e trocarmos as nossas ideias, então cada um de nós terá duas ideias." George Bernard Shaw

8 de dezembro de 2008

Somos um

Ao passar a vida, eu sei,
Que nem tudo vai ser como sonhei
Ter caminho p’ra fazer
E um Plano, sem saber ser “Mais alguém”.

E vais ver, vais sentir, não precisas desistir
Quando a Vida te pára e diz “Não!”
Pois Eu estou junto a ti, dou-te a Força que há em Mim
Tu és mais do que “um só”: somos Um!

Somos Um, somos Um...
somos Um
(Eu e Tu)
Somos Um, somos Um...
somos Um
(Eu e Tu)

Posso ser igual a mim
Ou terei de desistir de ser assim?
Confiar no coração?
Ou no Plano que Deus tem para mim?

Mesmo os que aqui não estão, de ti esperam, com razão
Teu Rumo tu estás a traçar
Seres alguém, seres Feliz, porque “Alguém” assim o quis
Seres um “mais” para ti: somos Um!

Somos Um, somos Um...
somos Um
(Eu e Tu)
Somos Um, somos Um...
somos Um
(Eu e Tu)

Somos Um, Eu e Tu, como a Terra e o Céu
Unidos pelo mesmo Sol
E de ti vais colher o Orgulho de crescer...
E sorrires quando vires que somos...um!


The Lion King 2 - We Are One (English)

2 de junho de 2008

Na Vara que se abre em dois caminhos...


A vara bifurcada é um símbolo escutista da secção dos caminheiros.
Caminheiros é ultima secção de jovens nos escutismo. Aquele grupo de rapazes mais velhos que apesar das fadigas e das escolhas próprias da idade são ídolos de todas as outras crianças por terem uma grande força e uma enorme vontade resultado de uma grande caminhada escutista.

Rumos do Homem novo -

14 de outubro de 2007

Passos firmes...



É verdade..

Neil Armstrong já na Lua disse: - "Este é um pequeno passo para o homem, mas um salto gigantesco para a humanidade." Eu à semelhança dele na vida tenho tentado dar passos que mesmo que pequenos sejam o mais firmes possíveis. Muito deles são dados sozinhos o que os torna mais valiosos. Quantos aos outros, obrigado a quem me empurra quando estou cansado e quantos aos que me passam rasteiras... Obrigado também! estou mais forte!

Agora as Curiosidades.
Neil Armstrong foi escuteiro, eu também nos escuteiros já fiz parte de uma Equipa com o seu nome.
Em homenagem ao escutismo, ele levou para a Lua o símbolo da Organização Mundial do Movimento Escuteiro, que está lá até hoje ao lado da bandeira dos EUA.

1 de agosto de 2007

One World One Promise

Boa caça para todos os verdadeiros escuteiros que têm sempre presente a sua promessa, leis e princípios e não só um lenço ao pescoço.

Galeria de fotos Página Internacional
Página Nacional BBC ACANAC






15 de julho de 2007

Braga - Brownsea em BTT

Ora cá está uma actividade audaz e diferente, típica de um escuteiro.

No meu tempo de escuteiro, no activo, (sim porque uma vez escuteiro, escuteiro para toda a vida, e como ainda partilho todas as leis e princípios do escuta, mais do que alguns que para aí andam...., sou escuteiro, mas “desactivado” , lol) gostava de grandes desafios e de preferência o mais diferentes possíveis, pois assim era o meio mais fácil de cativar todos os elementos que me acompanhavam.

Este é sem duvida um GRANDE DESAFIO, muitos diziam-me que levar umas “duas ou três dúzias” de miúdos a pé ou de bike durante uns bons quilómetros era de doidos e que eu era irresponsável, e bla, bla, bla, agora, BRAGA a BROWSEA de bike… upa, upa… Ainda não chegaram lá porque começaram hoje, mas só pela coragem, preparação e todo o trabalho de logística para mim já são os maiores.

Lembro que BROWNSEA é a ilha onde em 1907, vinte rapazes e Robert Baden-Powell participaram do primeiro Acampamento escoteiro da história, e está situada no sul de Inglaterra. Pertinho portanto :D...

Alem já ter estado em BRAGA, nas comemorações dos 80 anos do escutismo em Portugal, também já estive acampado nesta ilha onde fiz várias actividades. Agora chegar lá de Bike… ADORAVA.

Força… e uma forte canhota…

29 de maio de 2007

One World One Promise

A origem da Minhoca Saltitona anda por aqui...

http://eng.scouting2007.org/

DEIXAR O MUNDO UM POUCO MELHOR,

sE cAdA Um fIzEr AlgO sEm fIcAr À EspErA dO OUtrO,

tOdOs ficAmOs A gAnhAr E sEm nInguEm sE cAnsAr.

http://www.scout.org/

....quanto à minhoca, estamos perto, mas, mais detalhes num próximo capitulo.

22 de fevereiro de 2007

Dia de BP

O escuteiro que nunca quis ser herói
Jornal Público, 22.02.2007, Lucinda Canelas
Criou o escutismo há 100 anos, depois de uma carreira militar que o levou à África do Sul, ao Afeganistão e aos Balcãs. O respeito pela natureza e pelos outros são duas das marcas do movimento. Baden-Powell nasceu há 150 anos.
a Quando fugia dos jogos de críquete para explorar o bosque que rodeava a conservadora Charterhouse School, Baden-Powell estava certamente longe de imaginar que seria um militar de sucesso ou que viria a fundar o escutismo, o maior movimento de juventude do mundo, que hoje tem 28 milhões de membros espalhados por mais de 200 países. O que queria ele quando era rapaz? O mesmo que queria aos 83 anos, antes de morrer: explorar a natureza, satisfazer a sua insaciável curiosidade, pintar, escrever, aprender para poder ensinar.
Robert Sthephenson Smyth Baden-Powell (B.P.), que mantém o título de Escuteiro-Chefe mundial, nasceu há 150 anos numa família privilegiada e teve uma educação rígida, mas rica. Nunca foi convencional, nem em criança nem como oficial do exército britânico no Ruanda ou no Afeganistão. Na escola, onde recebeu a alcunha de Guts (coragem) por não recusar desafios à sua destreza física, preferia o teatro e a mímica ao futebol.
As disciplinas de ciências e matemática eram facilmente trocadas pelo piano, o violino ou os cavalos. Este péssimo cozinheiro que nunca foi bom aluno e se divertia a seguir rastos de animais ou a fazer fogueiras sem que o fumo revelasse aos seus professores que estava uma vez mais escondido entre as árvores, acabou por não concluir, como seria de esperar, a sua educação tipicamente vitoriana.
No exército por acaso
Contrariando a tradição familiar, B.P. não entrou para a Universidade de Oxford, onde o pai deu aulas de matemática. Médico, teólogo, filósofo e astrónomo, o professor Baden-Powell, que morreu quando B.P. tinha três anos, recebia em casa alguns dos mais importantes físicos e matemáticos da época. Mais tarde, em casa do avô materno, um almirante da marinha, continuou a conviver com diversos intelectuais, como George Eliot, pseudónimo da escritora Mary Ann Evans, ou o historiador Thomas Carlyle. A todos fazia perguntas.
Recusado por Oxford - foi Lewis Carroll, o autor de Alice, quem o aconselhou a deixar de pensar numa vida académica -, B.P. optou pelo exército ao ver um anúncio de jornal. Pouco tempo depois estava a caminho da Índia, e daí para o Afeganistão. Rapidamente promovido na escala militar (aos 26 anos era capitão), B.P. criou com África uma relação muito especial.
Sem receio de criticar altas patentes - rejeitava os abusos de poder e denunciava os privilégios coloniais - e procurando conhecer as culturas locais, Baden-Powell fugia sempre que podia às formalidades do império britânico. Gostava de se misturar com as pessoas nas ruas e sentava-se muitas vezes a desenhar cenas da vida quotidiana nos territórios em que prestava serviço militar (Gana, Ruanda, Balcãs, Malta, Itália e muitos outros).
Foi na África do Sul, na guerra contra os Boers (1899-1902) - descendentes de franceses e holandeses que queriam manter independentes da coroa as repúblicas do Transvaal e do Estado Livre de Orange -, que B.P. viria a transformar-se num herói nacional para os britânicos, ao defender durante 217 dias a cidade estratégica de Mafeking.
Para resistir ao cerco dos independentistas, criou um corpo de cadetes formado por 18 rapazes que tinham por missão passar mensagens, distribuir o correio e manter activos alguns postos de vigia. B.P. ensinou-lhes algumas técnicas dos batedores do exército ("scout" significa, para além de escuteiro, batedor) e eles mostraram-lhe que um grupo de jovens bem treinados pode fazer a diferença.
O primeiro acampamento
Quando regressou a Inglaterra, descobriu que havia uma espécie de culto à sua volta e rejeitou-o de imediato. Considerava que Mafeking não tinha sido uma guerra que merecesse tanta publicidade (os bombardeamentos paravam ao domingo porque os dois lados eram cristãos e B.P. trocava cartas com frequência com o comandante inimigo) e nunca quis ser visto como um herói. Mas a notoriedade ajudou-o a reunir apoiantes para a criação do Escutismo, em 1907, que começou por ser a resposta de B.P. aos graves problemas sociais - desemprego e subnutrição empurravam as crianças das classes operárias para violentos confrontos nas ruas - que Inglaterra enfrentava.
No primeiro acampamento na Ilha de Brownsea, perto de Londres, juntou 22 rapazes (nessa altura o escutismo era apenas para eles, hoje há também guias e a maioria das associações de escuteiros é mista) de várias classes sociais a quem ensinou muitas das técnicas que usara com o corpo de cadetes de Mafeking.
A partir desta experiência, e recorrendo também a pedagogos, B.P. criou um método que privilegia o contacto com a natureza, o desenvolvimento individual, a ajuda aos outros e a educação pelo jogo. "O treino de tipo militar destrói a individualidade e um dos nossos principais objectivos é desenvolver o carácter individual", escreveu no Escutismo para Rapazes (1908), a obra que lança as bases do movimento. "A nossa finalidade é fazer dos escuteiros amantes da natureza e do ar livre e não soldados de imitação."
Da sua educação rigorosa e da experiência militar, B.P. levou para o escutismo a necessidade de regras, a capacidade de observação, os conhecimentos de orientação e topografia e o desejo de educar para a paz: "A paz não pode ser garantida unicamente por interesses comerciais, alianças militares, desarmamento geral ou tratados recíprocos, a menos que o espírito da paz esteja presente na mente e na vontade de todos os povos. Isto é uma questão de educação."
Os cânticos e danças zulus - B.P. acabou por transformar em amigos alguns dos chefes Zulu que perseguiu em África - serviram-lhe de inspiração para muitos dos rituais que hoje existem no escutismo. Eles chamavam-lhe "lobo que nunca dorme" por estar sempre alerta. As iniciais do seu nome são, aliás, as do lema do próprio movimento escutista: Be Prepared (sempre pronto).
Depois da publicação do Escutismo para Rapazes, o movimento espalhou-se rapidamente. Até ao fim da vida, B.P. dedicou-se à sua divulgação, viajando pelo mundo. No Jamboree (encontro mundial) que este ano festeja o centenário na ilha de Brownsea, esperam-se 50 mil escuteiros.
Autor de 30 livros e desenhador compulsivo, B.P. deixou aos seus escuteiros e às gerações que se seguiram, uma última mensagem para ser revelada depois da sua morte. Nela escreveu: "O melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros."
Baden-Powell morreu em 1941 e recusou ser sepultado na Abadia de Westminster, como pretendia a coroa britânica. Preferiu a pequena localidade de Nyeri, no Quénia. Na lápide que marca a sua campa lê-se apenas "Robert Baden-Powell, Escuteiro-Chefe mundial". Por baixo foi desenhado um sinal de pista - que ainda hoje se usa - que significa "fui para casa".
Muitos acreditavam que o seu desaparecimento e a Segunda Guerra Mundial ditariam o fim do escutismo. Enganaram-se.

http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?dt=20070222
http://www.cne-escutismo.pt/